la_vie_dadele la_vie_dadele_ver3  Durante 3h mergulhamos na história de Adele e na vida desta adolesceste até à idade adulta. É um filme polémico derivado às cenas explicitas de sexo mas muito premiado. Exemplo foi disso foi  a Nomeação para os Globos de Ouro e também Cannes, onde as duas actrizes receberam a Palma de Ouro. O que não é costume, pois normalmente é atribuído ao realizador. O filme é centrado em Adele (Adèle Exarchopoulos) e gira à volta da sua vida: começando nos dias de estudante do secundário, onde tem um namorado, mas começa a interessar-se por raparigas e até à idade adulta, onde já é professora e dá aulas a meninos de 1º ano.  A história é muito real e envolve-nos na medida em que é impossível vermos toda esta história e não nos identificarmos, numa altura ou outra da nossa vida, o que Adele sente quando Emma (Léa Seydoux) põe um fim à relação. As duas conhecessem-se e a atracção é instantânea. Adele apaixona-se e contra tudo e todos, descobre o que é o amor e tenta esconder a  relação com a namorada. Na minha opinião, é exagerada a maneira que o realizador tenta chamar a atenção para a boca de Adele. Na maioria dos planos da cara da actriz, a boca é focada e chegamos a pensar que a rapariga não sabe comer com a boca fechada ou mesmo dormir…esta parte foi a menos conseguida. Parece que o realizador tem à força mostrar um lado “lolita” que Adele não tem, visto que esta personagem tem muita força e ao contrário de “lolita”, é tudo menos infantil. A primeira cena de sexo entra ambas é bastante demorada e explicita. Não me recordo de uma cena deste género em qualquer filme. Está espectacularmente bem filmada pois em altura nenhuma vemos o sexo de ambas, de forma gratuita. Todos os planos são pensados de maneira a que as imagens não se tornem vulgares. Uma cena especialmente bonita, é quando ambas estão no jardim e estão prestes a beijarem-se, pois a vontade é muita mas acabam por resistir à tentação…O pôr do sol, os olhares, as bocas, estes planos estão lindíssimos. O sentimento que Adele mais demonstra em todo o filme e o faz de maneira brilhante é o “desconforto”. Primeiramente quando os colegas de escola a confrontam com a sua escolha sexual e Adele tenta disfarçar, todo o seu desconforto é brutal. A cara, os olhares estão em tensão de uma maneira que nos leva a pensar que esta actriz irá dar cartas no mundo do cinema. Muito mais interessante do que as cenas de sexo neste filme, é o desenvolvimento da relação de ambas, o desgaste e por fim, o término da mesma e todo o sofrimento de Adele. É tão real que é-nos impossível não criar empatia com esta personagem. Gostei mesmo muito deste filme. Argumento: Aos 15 anos, Adèle (Adèle Exarchopoulos)  nem sequer questiona este facto: uma rapariga namora com rapazes. A vida dela vai dar uma volta quando conhece Emma (Léa Seydoux) , uma rapariga jovem e de cabelo azul, que lhe vai permitir descobrir o desejo e afirmar-se como mulher, e como adulta. Adèle cresce, procura-se a si mesma, perde-se e eventualmente reencontra-se… Curiosidades: Não foi cabeleireiro, nem maquilhagem; as actrizes tiverem de se apresentar o mais natural possível. Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux usaram vagina protésicas em todas as cenas de sexo oral.Originalmente, a personagem principal era para ser “Clementine”  mas acabaram por dar-lhe o nome real da actriz.  tumblr_n11s49NjFQ1ri5qp0o1_250 tumblr_n15ejfLKCu1ts7uoto4_250

10 thoughts on “"La vie d'Adèle – Chapitres 1 et 2" de Abdellatif Kechiche (2013)

    1. O filme é uma adaptação de uma BD franco-belga, Clementine é o nome da personagem que no filme se tornou Adele. A BD é narrada em flashback, por isso começas a saber como acaba. Pintada em aguarela e sempre com tons de azul, como a maioria dos planos do filme tem tons de azul.

    1. Vi este fim de semana. Gostei, tinhas razão, mas ao contrário do que dizes no teu post, achei que a importância que o realizador quis dar à boca de Adéle foi muito bem conseguido, pois é a imagem que mais me marcou em todo o filme.
      Fiquei surpreendida com a primeira cena de sexo entra ambas que é, de facto, bastante demorada e explicita. Também não me recordo de ter visto algo assim, em filmes do género.

      Nota: Adorei a cor do cabelo da Léa, um azul profundo 🙂

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