celda_211_ver2 celda211poster2 Após ver “Un prophète” esta semana pela primeira vez, decidi rever “Celda 211” já que estava imbuída no espírito “prisional”.  Embora veja muito cinema espanhol, este é dos melhores que vi: tem uma qualidade muito boa, a história é super interessante e a interpretação de Luís Tosar é arrebatadora. Já vi vários filmes com ele: “Los lunes al sol” (tenho o dvd), “La flaqueza del bolchevique”, “Mientras duermes” e é um actor mesmo muito bom. Algo me diz que breve estará em Hollywood (fez agora uma “perninha” num último filme com o Robert Duvall“A night in old Mexico”. Também teve um pequeno papel em “Miami Vice”). Malamadre, o mauzão da prisão, é o seu papel mais mediático, na medida em que é uma personagem um pouco ambígua: é um prisioneiro muito agressivo, com várias penas e que passará o resto da sua vida na prisão. Mas ao mesmo tempo, consegue ter com Juan “Calzones” Oliver uma relação de protecção e até de algum carinho. Este filme ganhou 8 prémios Goya, inclusive de Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actor. Em 2010 foi a opção para representar a Espanha nos Oscars, mas acabou por não ser escolhido. Argumento: Pronto para se tornar num guarda prisional, Juan Oliver (Alberto Ammann) está decidido a deixar uma boa impressão. Apresenta-se ao trabalho um dia mais cedo e dois colegas dão-lhe a conhecer a prisão já antiga e pouco conservada. Durante a visita, um pedaço de estuque solta-se do tecto e atinge Juan que desmaia. Os guardas levam-no para a cela 211, vazia, tentando reanimá-lo. Mas naquele momento irrompe um motim desencadeado pelos criminosos mais temidos daquela prisão. Os colegas de Juan fogem, abandonando-o. E quando ele acorda apercebe-se que terá de fingir ser um prisioneiro para se salvar. Malamadre (Luis Tosar), líder da prisão, pensa ver em Juan um bom aliado.  tumblr_mbzw11rypb1qdu68lo8_250 tumblr_mxas09zZ0l1qfovlro3_500  un_prophete_ver2_xlg un_prophete_ver5_xlg Já tinha ouvido falar muito neste filme mas não sei porquê, na altura, deixei passar e não o vi. É um filme bem conseguido e retrata a vida numa prisão, desde os primeiros dias de um recluso até à sua integração. Mostra-nos também como é feita a transacção de produtos entre os presos, para dentro e fora da prisão: os favores, as trocas. Tal como “Celda 211”, em 2010, este filme foi a opção da França na candidatura de “Melhor Filme estrangeiro”. Argumento: Malik (Tahar Rahim), de descendência árabe, é condenado a seis anos de prisão e é semi-analfabeto. Ao chegar à prisão, parece mais frágil do que na realidade é. Rapidamente se vê enredado nas lutas de gangues, com uma série de “missões” que deverá executar para conquistar a atenção de um dos líderes. Mas Malik é forte e esperto, rapidamente começa a criar os seus próprios planos… tumblr_mibw8cDge41qf1aoao5_250  tumblr_mpye31ulft1rp1lnco1_500

13 thoughts on ““Celda 211” de Daniel Monzón (2011) vs. “Un prophète" de Jacques Audiard (2009)

  1. Ainda não consegui disposição para ver o Celda. Un Prophète foi um dos melhores filmes vi nesse ano. Pensei nele quando comentei o teu post do Secretary. Existe um paralelismo entre os protagonistas. Ambos são personagens imaturos ou frágeis inicialmente, e que através de meios e relações pouco ortodoxos ou duvidosos (neste último criminosos) acabam por tornar-se individuos mais equilibrados e saudáveis, o que é precisamente o oposto do que seria expectável.

  2. Vi o Celda 211 e gostei muito mas não o Prophète, que vou tratar de ver logo que consiga ter umas duas horas seguidas de descanso :p.
    Concordo com o @Ozpinhead, vem-se aqui e a lista de filmes a ver vai aumentando muito rapidamente. É, também, por isso que venho aqui.

  3. Vi os dois, o Celda 211 há muito pouco tempo (24/4/2014). Acho os dois excelentes! O Celda 211 coloquei apenas um post a dizer no título que é muito muito muito bom.
    E só fiquei a saber agora que O Profeta tinha ganho tantos prémios.

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