Funny-Games-a-film-by-Akiko-Stehrenberger funny-games-poster  Hoje apeteceu-me rever um filme que na altura em que saiu gostei bastante. Trata-se de um remake do original Austríaco, de 1997, (também vi mas ainda em VHS) do mesmo realizador e com o mesmo título. Michael Haneke também nos trouxe “A Pianista” e “Amour”, dois filmes extremamente intensos, cada um à sua maneira. Este “Funny Games” é perturbador e muito violento mas é um filme parado. É como uma tortura que vai acontecendo devagarinho, durante 111 minutos. Tim Roth e Naomi Watts estão muito bem, mas o papel mais conseguido, é sem dúvida, o de Michael Pitt, que faz um rapaz desequilibrado e psicótico. O filme tem dois pormenores muito interessantes dos quais não estamos à espera: a parte onde Michael Pitt fala com a câmara e pergunta a opinião ao telespectador. A outra é quando a imagem começa em reverse e a acção anda para trás. Não contamos com estas duas acções porque o filme sendo tão parado, parece que decorre sempre ao mesmo ritmo. Toda a sua estrutura é “teatral”, na medida em que Haneke, opta por filmar de um único ângulo, sem obter um único corte. Isto faz com que as cenas sejam bastante longas. Argumento: Dois jovens rapazes, Michael Pitt e Brady Corbet , decidem torturar, por puro prazer, um grupo de famílias que passam férias nas suas afastadas casas junto a um belo lago. Longe da cidade e sem fuga possível. Curiosidades: Tim Roth confessou que este filme o traumatizou. Fê-lo e afirmou que nunca mais o iria ver porque a criança do filme era muito parecido com o seu. Tudo neste filme é igual ao original. A equipa utilizou as plantas contendo as divisões da casa para que fossem iguais. tumblr_mcajx7FR9Z1r60h6bo4_r1_250  tumblr_n62k1y54CC1rmcob0o1_250 tumblr_n5tzpsnDIY1rmcob0o1_250 “The rules are simple. Pick a family and make them play.”

15 thoughts on ““Funny Games U.S.” de Michael Haneke (2007)

  1. Só conheço a versão com a Naomi Watts e é daqueles filmes perturbadores, muito intenso. Convém dizer, é uma viagem apenas para quem tem estômago para ela. Gostei muito do filme, mesmo sendo macabro, mas há mais, mas este é muito subtil na forma de contar a perversidade que o ser humano consegue ter dentro de si.

    1. Dora,
      Vi este filme nas minhas férias e…nem sei o que te diga. É bom e concordo contigo em relação ao dois pormenores que mencionaste. Achei super violento. Fiquei uns quantos dias a pensar no filme. Fonix…só de imaginar que há tipos assim por ai, até as unhas dos pés encaracolam 🙂 ai caramba.

      Mais uma vez, tinhas razão. Gostei!

  2. Na primeira vez que o vi não gostei… teve alguma coisa que me perturbou bastante e lembro-me que parei o filme e fui ver uma comédia levezinha. Depois fui vendo e gostando de outros trabalhos do Haneke e passado uns anos voltei a pegar neste. Devia estar com um estado de espírito diferente porque acabei por gostar bastante do filme. Mas é muito intenso, gostei mas não é filme que volte a ver.

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