Na minha adolescência era normal irmos à discoteca. Quer dizer, minto. Não saíamos da discoteca: 6ª à noite, Sábado e às vezes às matinés de Domingo e finais de período. Íamos à boleia porque a discoteca era a uns 20kms e vínhamos de madrugada da mesma forma. O grupo era praticamente só raparigas e nunca aconteceu nada; nunca nos fizeram mal. Bem, tirando uma vez que vomitei o carro todo de um homem porque lembrei-me de comer uma laranja em cima da qualidade de álcool que tinha bebido. Pensei que o homem me ia dar um tiro, mas foi um querido e disse que eram “coisas que aconteciam”… Era normal conhecermos rapazes e curtirmos com eles lá na discoteca. Chegámos inclusivamente a conhecer um que acabou por curtir com 3 do grupo. Isso não nos ralava porque queríamos era ouvir música, dançar, sentirmo-nos bem porque a adolescência é mesmo isso: zero responsabilidades e sempre dinheiro no bolso. Actualmente a história é outra. Faz este mês 1 ano que fui a uma discoteca e passo bem sem isso. Tocar em álcool com um carro nas mãos é impossível porque agora as responsabilidades são muitas. Se me dessem a escolher não voltava atrás. Não tenho saudades daqueles tempos. Foram bem vividos mas fazem parte do passado. Nos dias de hoje, o que me dá gozo são coisas completamente diferentes.

21 thoughts on “As discotecas nos anos 90

  1. Passou-me completamente ao lado essa "moda". Contam-se pelos dedos de duas mãos o número de vezes que entrei em discotecas em toda a minha vida… Havia muita malta na altura que se ia enfiar na discoteca sempre que podiam, muitas vezes faltavam aos últimos tempos das aulas para poderem ir desbundar. Eu, e mais um grupo (pequeno) de amigos preferíamos os salões de jogos, bilhar, setas, arcadas… Ainda hoje prefiro (de longe) esse tipo de ambiente, música foleira a volumes absurdos em espaços exíguos e/ou apinhados onde mal um gajo se pode mexer, quanto mais respirar (é mais fumo de tabaco do que oxigénio) é definitivamente algo sem o qual consigo viver muito bem. 🙂

  2. Passei exactamente pelo mesmo. Aliás, só me redimi da vidinha de noite e copos há relativamente pouco tempo (depois admiro-me do meu fígado não aguentar uma francesinha…). Agora nem álcool bebo. Os amigos que continuam a sair e a embebedar-se todos os fins-de-semana dizem que sou chata. Não sou. Simplesmente acho que já tive a minha dose. Agora é tempo para outras andanças.

  3. Por acaso não tenho saudades nenhumas desses tempos de idas a discotecas para dançar qualquer coisa e curtir. Se voltasse atrás ficava em casa sentadinha cada vez que ia a discotecas que passavam musicas foleiras e estavam pejadas de pessoas mais foleiras ainda. 🙂
    Gostei mais de ir a discotecas quando já tinha 20 e muitos anos, apreciava boa música e ia ao Lux às quintas-feiras ou ao OpArt bem consciente daquilo que ia ver e ouvir. 🙂 Desses tempos tenho saudades, de ouvir e dançar boa música, num sitio repleto de gays e pessoas de bom gosto. 😉 Estou meio ansiosa para voltar a discotecas. 😀 Mas daquelas em que quanto mais velha és melhor fica. 😛

    1. Purpurina: Mas tu eras bichinho do mato intelectual! Eheheheh! 🙂
      Gays e sitios de bom gosto também só tive aos 30. Onde moramos não há sitios bons assim.

    1. LOL, é onde é agora a Respublica, não é? Nunca lá fui.
      Aliás, só fui uma vez a uma discoteca aqui pra estes lados, e foi à QB. Há já alguns anos, e fui de arrastão….

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