Gostei da
história e é notório que o escritor tem um vasto conhecimento do Estado Novo mas
detestei as personagens e principalmente, a maneira como foram retratadas as
duas personagens femininas.
 
Presumo que
o intuito tivesse sido o humor mas achei super brejeiro e vulgar a maneira como
a personagem principal se refere a elas…um exagero.

Embora tenha lindo estas 300 páginas consideravelmente rápido, não foi uma história que me tivesse prendido. Acho
que a história se enrolou um pouco, o que me ficou ficar um pouco
saturada.

Sinopse:
Em 1975, no auge do Verão Quente, com Portugal à beira
de uma guerra civil, Julieta é encontrada inanimada e cega, depois de cair pela
escada, na sua casa de família na Arrábida. E, num dos quartos do primeiro
andar, são descobertos, já mortos, o seu marido, Miguel, e a sua irmã, Madalena.
Seminus e ambos atingidos com duas balas junto ao coração, as suas mortes levam
o tribunal a condenar Julieta pelo duplo homicídio. Vinte e oito anos depois, em
2003, a cegueira traumática de Julieta desaparece e ela volta a ver. Começa
também a recordar-se de muitos pormenores daquela tarde trágica em que aconteceu
o crime, e em conjunto com Redonda, a sua bonita filha, e o narrador da
história, vão tentar reconstituir e desvendar o terrível segredo da Arrábida,
que destrui aquela família para sempre. 



Classificação: 2/5

4 thoughts on ““Verão Quente” de Domingos Amaral

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