Li “As Três Vidas” no Verão de 2012 e fiquei deslumbrada com este romance. Devorei-o em poucos dias e embrenhei-me tanto na saga desta família que não conseguia deixar de ler. 
Conta a história de “António Augusto Milhouse Pascal, um velho senhor que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e um rol de clientes tão abastados e influentes como perigosos e loucos. São estes mistérios que o narrador – um rapaz de família modesta – procurará desvendar durante mais de um quarto de século, não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por aquela estranha personagem se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida.
Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque em plenos anos oitenta – época de todas as ganâncias – e cruzando a história sangrenta do século XX com a das suas personagens, As Três Vidas é, simultaneamente, uma viagem de autodescobertas através do «outro» e a história da paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Milhouse Pascal, e do destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do avô, inexoravelmente ligado à sorte de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da corda bamba em que se sustém.”
Nesse dia tomei a decisão de ler a obra toda do João Tordo.
 
Li “O Bom Inverno” e depois “O Ano Sabático”. Ambos foram uma desilusão, pois não senti o mesmo, não criei empatia com as personagens e não achei nada de especial.
 
Esta semana comecei a terminei “A Biografia Involuntária dos Amantes” e confesso que me custou acabar. Estou deserta que o livro chegasse ao fim porque achei-o tão chato em certas partes. 
Conta a história de dois homens que se cruzam e se tornam amigos. A personagem principal fica curiosa e intriga com este seu novo amigo, então decide saber tudo sobre a sua vida passada e a história acaba por ser a descoberta do passado deste mexicano, pelo amigo português, mas mais nio campo amoroso. 
A persoangem principal também tem de lidar com as suas frustrações relativamente à ex mulher, filha e à sua profissão. O que na minha opinião é a parte mais interessante do livro, mas não a principal.
 
Estou relutante em ler mais alguma coisa do João Tordo porque confesso que estou desiludida…

5 thoughts on ““A Biografia Involuntária dos Amantes” de João Tordo

  1. Até hoje só li O Ano Sabático e gostei, ainda que mais da escrita do que da história. Mas estou a ver que tenho que ler "As três vidas"… 😉

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