Para quem, como eu, nasceu no final dos anos 70 e cresceu nos anos 80, esta série é uma pérola! Todo o amabiente está envolvido em duas coisas: música e cocaína. A frase do “Sex, Drugs & Rock n Roll” aqui faz todo o sentido.
Desde os anos 90 que esta idéia estava na gaveta. Foi Mick Jagger que propôs a Martin Scorcese. Foi o próprio Scorcese que realizou o primeiro episódio. A idéia inicial até era um filme e não uma série. Eu adorei tudo, achei uma lufada de ar fresco e fico a aguardar ansiosamente pela segunda temporada!
O ritmo da série é o ritmo da cocaína, sempre a mil, sempre tudo à acontecer…é alucinante. É uma série para ouvir bem alto!
Vai mostrando ao longo dos episódios, trechos de músicas e ou cantores que foram sendo conhecido a partir dos anos 70: Bob Marley, David Bowie, Jim Morrison, Janis Joplin, Jerry Lee Lewis, Elvis, Ottis Redding, etc…
Nos últimos episódios já começamos a ver o “disco sound” a aparecer, pois começou pelo rock/punk rock e depois termina com o aparecimento deste tipo de música tão simpático.
A banda sonora é algo de fantástico…tudo o que possamos pensar, está lá…é impossível nomear!
Gostei bastante de ver o Ray Romano, que faz sempre papéis de xoninhas, neste registo. Um judeu paranóico, com uma quedazita para a “cocaína recreacional” que é sócio maioritario da personagem principal, o brilhante Bobby Cannavale.
Quando penso nesta série, não consigo pensar em alguém mais perfeito que Bobby Cannavale. Finalmente foi-lhe dada a oportunidade que já merecia. Tendo feito sempre papéis secundários e normalmente, personagens com um grande teor de “palhaçada”, aqui brilha. Ele próprio é a série e tem uma performance magistral!
O vocalista da banda principal, “Nasty Bits” é o próprio filho do Mick Jagger e da Jerry Hall, James Jagger.
A Olivia Wilde que faz de esposa de Bobby Cannavale também tem uma prestação simpática mas por acaso confesso que esperava mais. Até pensei que a personagem teria mais relevância do que realmente teve…
 
Sinopse: Passada durante a revolução da indústria musical americana da década de 1970, conta a história de Richie Finestra (Bobby Cannavale), um empresário que tem que lutar para salvar sua empresa discográfica, a “American Century Records”, sem destruir ninguém pelo caminho. A empresa está em maus lençóis, mas um acontecimento restaura o seu amor pela música, ao mesmo tempo que prejudica a sua vida pessoal.
A esposa de Finestra, Devon (Olivia Wilde), já viveu uma vida glamourosa como atriz e modelo, mas agora vive com as crianças na casa da familia nos subúrbios. As turbulências na vida do marido levarão que volte às suas raízes boémias.
Zak Yankovich (Ray Romano) é o braço direito de Finestra na “American Century”, e as suas relações profissionais foram responsáveis por grande parte do sucesso da empresa, mas os dois homens parecem discordar fundamentalmente na forma de gerir a empresa, o que leva a conflitos frequentes.

6 thoughts on ““Vinyl” – Season One

  1. Vinyl é uma série que não atinge o potencial que tinha. Excelentes actores perdidos numa narrativa principal completamente insonsa. Vale a pena unicamente pelos desvios que faz da história principal abordando algumas figuras da música daquele período (o episódio com o Elvis por exemplo é muito bem conseguido)e da banda sonora. Acho que estás a dar mais valor à série pelo valor nostálgico da música do que outra coisa.

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